Livro - No Deserto da Tentação | Ellen G. White Books

No Deserto da Tentação

CAPÍTULO 12

A Primeira Tentação de Cristo

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Satanás, através do seu poder sedutor tem levado o homem à vã filosofia, a questionar e finalmente descrer da revelação divina e da existência de Deus. Olhou de todos os lados para um mundo de moral baixa e expôs a humanidade à condenação do pecado por um Deus vingativo, com cruel triunfo, sendo bem-sucedido em obscurecer o caminho de muitos, levando-os a transgredir a lei de Deus. Revestiu o pecado com agradáveis atrativos para assegurar a ruína de muitos.

Mas o seu mais bem-sucedido plano para enganar o homem tem consistido em ocultar seus propósitos reais e seu verdadeiro caráter, representando-se a si mesmo como amigo do homem, um benfeitor. Ele corteja os homens com o agradável enredo de que não existe inimigo rebelde e mortal de quem eles necessitem precaver-se e de que a existência de um diabo pessoal é tudo ficção; e enquanto esconde a sua existência, está reunindo milhares dos que estão sob seu controle. Está enganando a muitos, como tentou enganar a Cristo, dizendo que é um anjo do Céu, fazendo bom trabalho pela humanidade. As massas encontram-se tão cegas pelo pecado que não podem discernir as artimanhas de Satanás, honrando-o como anjo celestial, enquanto está operando sua eterna ruína.

A Primeira Tentação de Cristo

Cristo entrou no mundo como o destruidor de Satanás e o Redentor dos cativos presos pelo seu


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poder. Deixaria um exemplo na Sua própria vida vitoriosa, para que o homem seguisse, e assim vencesse as tentações de Satanás.

Tão logo Cristo entrou no deserto da tentação Seu aspecto mudou. A glória e o esplendor que se refletiam do trono de Deus e Sua aprovação quando os Céus se abriram diante dele, a voz do Pai reconhecendo-O como Seu Filho, em quem Ele Se comprazia, agora se foram. O peso do pecado do mundo estava pressionando-Lhe a alma; e o Seu semblante expressava inexprimível tristeza, uma profunda angústia que nenhum homem caído nunca imaginou. Ele sentiu a esmagadora corrente de angústia que inundava o mundo. Experimentou a força da condescendência com o apetite e a mundana paixão que controlam o mundo e têm trazido sobre o homem imensos sofrimentos.

A condescendência com o apetite tem aumentado e se fortalecido em todas as gerações sucessivas, desde a transgressão de Adão até que a raça humana se tornou tão frágil em poder moral que não pôde vencer na sua própria força. Cristo, em favor da humanidade devia vencer o apetite, suportando a mais poderosa prova sobre isto. Deveria palmilhar sozinho a senda da tentação, sem ninguém a ajudá-Lo, sem nenhum conforto e apoio. Sozinho deveria lutar contra os poderes das trevas.

Como o homem na sua força humana não poderia resistir ao poder das tentações de Satanás, Jesus voluntariamente tomou a missão, a fim de levar o fardo do homem e vencer o poder do apetite

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