Livro - Beneficência Social | Ellen G. White Books

Beneficência Social

CAPÍTULO 27

O Cuidado Pelos Órfãos

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Necessitam-se Pais e Mães Cristãos

Até que a morte seja tragada pela vitória haverá órfãos que requerem cuidado, que sofrerão mais que os outros se a terna compaixão e o amorável cuidado dos membros de nossas igrejas não se manifestarem em seu favor. O Senhor nos ordena que recolhamos "em casa os pobres desterrados". Isa. 58:7. O cristianismo precisa substituir pai e mãe para com esses desabrigados. A compaixão pela viúva e o órfão manifestada em oração e obras subirá em memória diante de Deus para ser afinal recompensada. Review and Herald, 27 de junho de 1893.

Cristo Diz: Cuidai Destas Crianças

Crianças sem pai e sem mãe são postos nos braços da igreja, e Cristo diz a Seus seguidores: Tomai estas desamparadas crianças, cuidai delas para Mim e recebereis para isto o vosso salário. Tenho visto muito egoísmo manifestado nestas coisas. A menos que haja alguma evidência especial de que eles próprios serão beneficiados pela adoção em sua família dos que necessitam de lares, alguns se esquivam, e respondem: Não. Não parecem saber ou se preocupar com o fato de os tais estarem salvos ou perdidos. Isto, pensam, não lhes diz respeito. Como Caim, perguntam: "Sou eu guardador do meu irmão?" Gên. 4:9. Não estão dispostos a se darem ao incômodo ou ao sacrifício pelos órfãos, e indiferentemente entregam-nos aos braços do mundo, que, às vezes, está mais disposto a recebê-los do que esses professos cristãos. No dia de Deus se pedirá contas por estes a quem o Céu lhes deu a oportunidade


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de salvar. Mas desejavam ser desculpados, e não desejavam empenhar-se na boa obra a não ser que daí resultasse proveito para si. Tem-se-me mostrado que os que recusam essas oportunidades de fazer bem ouvirão de Jesus: "Quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a Mim." Mat. 25:45. Testimonies, vol. 2, pág. 33.

Abrir o Coração e os Lares

Meu esposo e eu, embora chamados para árduo trabalho no ministério, sentimos ser nosso privilégio trazer para dentro de nosso lar crianças que necessitam cuidado, ajudando-as a formar caráter apropriado para o Céu. Não podíamos adotar bebês, pois isto teria monopolizado o nosso tempo e atenção e roubaria ao Senhor o serviço que de nós requer em levar muitos filhos e filhas para Ele. Mas sentimos que a instrução do Senhor em Isaías 58 era para nós, e que Sua bênção nos acompanharia na obediência a Sua Palavra. Todos podem fazer alguma coisa pelos pequeninos necessitados, ajudando a pô-los em lares onde possam ser cuidados. Manuscrito 35, 1896.

Há, para todos quantos trabalham para o Mestre, um vasto campo de utilidade no cuidar dessas crianças e jovens que foram privados da vigilante guia dos pais, e da importante influência de um lar cristão. Muitos deles herdaram maus traços de caráter; e, se deixados a crescer na ignorância, serão atraídos para o convívio de outros que os levarão ao vício e ao crime. Essas não promissoras crianças precisam ser colocadas em situação favorável para a formação de um caráter reto, de modo a se tornarem filhos de Deus.

Estais vós, que professais ser filhos de Deus, fazendo vossa parte em ensinar a esses que tanto necessitam de ser pacientemente ensinados a irem ao Salvador? Estais desempenhando vossa parte como fiéis servos de Cristo? Estão essas mentes mal formadas, talvez sem muito equilíbrio, recebendo cuidados com aquele amor


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por Cristo a nós manifestado? A alma das crianças e dos jovens acha-se em perigo de morte, caso sejam eles entregues a si mesmos. Eles necessitam paciente instrução, amor e terno cuidado cristão. Se porventura não houvesse nenhuma revelação a apontar-nos o dever, a própria vista de nossos olhos, e tudo quanto sabemos da inevitável operação de causa e efeito nos devia despertar para salvar esses desafortunados. Pusessem os membros da igreja nessa obra a mesma energia e tato e habilidade que empregam nas relações de negócios comuns da vida, buscassem eles sabedoria em Deus e estudassem diligentemente a maneira de moldarem essas mentes indisciplinadas, e muitas almas prestes a perecer haviam de ser salvas. ...

Irmãos e irmãs, rogo-vos que considereis cuidadosamente essa questão. Pensai nas necessidades dos que não têm pai e mãe. Não se vos comove o coração ao testemunhar-lhes os sofrimentos? Vede se não é possível fazer alguma coisa por esses desamparados. Tanto quanto esteja em vosso poder, fazei um lar para os destituídos de lar. Esteja cada um pronto a fazer uma parte para promover essa obra. Disse o Senhor a Pedro: "Apascenta os Meus cordeiros." João 21:15. Essa ordem nos é dada a nós, e abrindo nosso lar aos órfãos, cooperamos em seu cumprimento. Não permitais que Jesus fique decepcionado convosco.

Tomai essas crianças e apresentai-as a Deus como oferta fragrante. Pedi sobre elas Suas bênçãos, e então moldai-as e afeiçoai-as segundo a ordem de Cristo. Aceitará nosso povo esse santo legado? Em virtude de nossa piedade superficial e da ambição mundana que nutrimos, serão deixados a sofrer aqueles por quem Cristo morreu, a enveredarem por errados caminhos? Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 520-522.

Propriedade de Deus

Órfãos que são por Deus entregues em depósito aos cristãos são muitas vezes


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passados por alto e negligenciados, embora tenham sido comprados por preço e sejam tão valiosos à vista de Deus como nós o somos. ... Eles precisam ser cuidados; precisam receber especial atenção. Não tendes melhor maneira de despender vossos recursos do que abrir-lhes as portas de vosso lar. Quando o Senhor vir que sois fiéis em fazer o que podeis para aliviar a miséria humana, Ele moverá outros a prover meios que sejam empregados no cuidado dos que necessitam auxílio. Os que dilatam o seu coração nesta espécie de obra não fazem mais que cumprir o seu dever.

Cristo é nosso exemplo. Ele era a Majestade do Céu, e no entanto fez mais por nossos semelhantes do que possivelmente qualquer de nós fará. "Sois coobreiros de Deus." Que não se faça qualquer desnecessária despesa na satisfação do orgulho e da vaidade. Ponde vossos centavos e vossas somas maiores no banco do Céu, onde se acumularão. Muitos que têm tido preciosas oportunidades de tomar o jugo de Cristo nesta mui preciosa linha de trabalho têm recusado submeter-se ao jugo. Não têm encontrado prazer na prática da abnegação, recusando tornar seus os casos de pobres e infortunados. Não acatam as ordens de Cristo e nem multiplicam cada talento que o Senhor lhes tem dado, cooperando com os agentes celestiais na busca de pessoas que servirão, honrarão e glorificarão o nome de Cristo. Review and Herald, 15 de janeiro de 1895.

Conselhos a Pais Adotivos

Queridos irmão e irmã D: Vossa última visita e a palestra conosco sugeriu-nos muitos pensamentos, dos quais alguns não posso evitar de transpor para o papel. Sinto-me muito pesarosa que E não se tenha comportado corretamente em todas as ocasiões; entretanto, considerar bem, não podeis esperar perfeição na juventude da sua idade. As crianças têm


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faltas e necessitam grande soma de paciente instrução.

Que ele nem sempre tenha sentimentos corretos não é demais esperar de um menino de sua idade. Deveis lembrar que ele não tem pai nem mãe nem alguém a quem possa confiar os seus sentimentos, suas tristezas e tentações. Toda pessoa sente que necessita ter alguém que com ela simpatize. Este menino tem sido jogado daqui para ali, de um lado para outro, e pode ter muitos erros, muitos modos descuidados, com considerável independência e falta de reverência. Mas ele é de muita iniciativa, e com instrução correta e bondoso tratamento, tenho plena confiança que ele não desapontará nossas esperanças, mas compensará totalmente todo o esforço despendido. Levando em conta suas desvantagens, penso que é um menino muito bom.

Quando vos animamos a tomá-lo, fizemo-lo porque críamos perfeitamente que esse era vosso dever, e nisto seríeis abençoados. Não esperávamos que o faríeis meramente para serdes beneficiados pelo auxílio que poderíeis receber do rapaz, mas para beneficiá-lo, cumprindo um dever para com o órfão - dever que todo cristão deve procurar e ansiosamente desejar praticá-lo - um dever, um penoso dever que vos faria bem assumir, cremos, se o fizerdes alegremente, tendo em vista ser um instrumento nas mãos de Deus para salvar uma alma dos laços de Satanás, instrumento na salvação de um filho cujo pai devotou sua preciosa vida na tarefa de indicar às almas o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. ...

Com relação a E, não vos esqueçais, eu vos peço, que ele é uma criança apenas com a experiência de uma criança. Não o meçais, um pobre fraco e débil menino, convosco, dele esperando segundo essa medida. Creio sinceramente que está em vosso poder agir com acerto em relação a este órfão. Podeis prover-lhe incentivos que


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o animem a sentir que sua tarefa não é desprovida de alegria e desencorajadoramente monótona. Vós, meu irmão e minha irmã, podeis desfrutar mútua confiança, mútua simpatia, manifestar interesses mútuos em mútua recreação, relatando vossas provas e fardos mutuamente. Tendes algo com que vos alegrar, enquanto ele está sozinho. É um que pensa, mas não tem ninguém em quem confiar e que lhe diga uma palavra animadora em meio aos seus desencorajamentos e severas provas que eu sei ele tem, como os de mais idade.

Se vos fechais um para com o outro, isso será amor egoísta, incompatível com as bênçãos do Céu. Tenho forte esperança de que amareis o órfão pelo amor de Cristo, que sentireis serem vossas posses sem valor a menos que as empregueis em fazer o bem. Fazei o bem; sede ricos em boas obras, prontos para repartir, dispostos a comunicar, fazendo para vós mesmos um bom fundamento para o futuro, a fim de que possais lançar mão da vida eterna. Ninguém receberá a recompensa da vida eterna sem sacrifício. Um pai e uma mãe agonizantes deixaram suas jóias aos cuidados da igreja, para que fossem instruídos nas coisas de Deus e se tornassem aptas para o Céu. Quando esses pais olharem em torno em busca de seus queridos e um estiver faltando por negligência, que responderá a igreja? Ela é em grande medida responsável pela salvação dessas crianças órfãs.

Provavelmente tendes falhado em conquistar a confiança e afeição do rapaz por não lhe dar provas mais concretas do vosso amor mediante alguns incentivos. Se não podeis despender dinheiro, podeis pelo menos encorajá-lo de alguma maneira fazendo-o saber que não sois indiferentes ao seu caso. Que o amor e afeição deva ser unilateral é um erro. Quanta afeição tendes vos preparado


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para manifestar? Sois demasiado fechados em vós mesmos e não sentis a necessidade de circundar-vos com uma atmosfera de ternura e bondade, nascidas da verdadeira nobreza de alma. O irmão e a irmã F deixaram os seus filhos aos cuidados da igreja. Eles possuíam muitos parentes ricos que desejavam ficar com as crianças; mas eram incrédulos, e se lhes concedesse ter o cuidado ou guarda desses filhos, desviariam os seus corações da verdade e poriam em perigo a sua salvação. Porque não lhes foi permitido ficar com as crianças, esses parentes ficaram descontentes e nada têm feito por elas. A confiança dos pais na igreja deve ser considerada, e não ser esquecida por causa do egoísmo.

Temos o mais profundo interesse nessas crianças. Uma delas já desenvolveu um belo caráter cristão e casou-se com um ministro do evangelho. E agora, em retribuição pelo cuidado e trabalhos por ela manifestados, tornou-se verdadeira condutora de fardos na igreja. É procurada para consulta e conselho pelos menos experientes, e eles não a buscam em vão. Ela possui verdadeira humildade cristã, a conveniente dignidade, que não podem deixar de inspirar respeito e confiança em todos que a conhecem. Esses filhos estão chegados a mim como se meus próprios. Não os perco de vista nem cesso os meus cuidados por eles. Amo-os sinceramente, com terna afeição. Testimonies, vol. 2, págs. 327-334.

Julgados Pelo que não Fizeram

Há órfãos de quem se deve cuidar; mas alguns não querem aventurar-se a empreender isso, pois lhes traria mais trabalho do que o que desejam fazer, não lhes deixando senão pouco tempo para agradar a si mesmos. Mas quando o Rei fizer o juízo, essas almas que nada fazem, avaras, egoístas


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aprenderão que o Céu é para os que trabalharam, os que se negaram por amor de Cristo. Providência alguma foi tomada para os que tiveram cuidado especial em amar a si mesmos e tratar de si próprios. O terrível castigo com que o Rei ameaça os que estão à Sua esquerda, nesse caso, não é por causa de seus grandes crimes. Não são condenados pelas coisas que fizeram, mas pelo que não efetuaram. Não fizestes aquilo que o Céu vos designou que realizásseis. Cuidastes a vós mesmos, e podeis ter vossa parte com os que a si próprios se comprazem. Testimonies, vol. 2, pág. 27.

Filhas da Benevolência

A minhas irmãs, direi: Sede filhas da benevolência. O Filho do homem veio buscar e salvar o que se tinha perdido. Podeis ter pensado que se achásseis uma criança sem defeito, tomá-la-íeis e dela cuidaríeis; mas o perturbar o espírito com uma criança extraviada, fazê-la desaprender muitas coisas e ensiná-la de novo, ensinar-lhe o domínio próprio, é uma obra que vos recusais a empreender. Ensinar os ignorantes, compadecer-se dos que sempre estiveram aprendendo o mal e reformá-los, não é tarefa leve; mas o Céu pôs a esses em vosso caminho. São bênçãos disfarçadas. Testimonies, vol. 2, pág. 27.

Verdadeiros Corações de Mãe

Mães que tenham com sabedoria criado os seus filhos sentirão o peso da responsabilidade, não apenas por seus próprios filhos, mas pelos filhos de outros. O coração da verdadeira mãe pulsa em simpatia por todos com quem entra em contato. Com determinado esforço procura orientar as almas errantes para Cristo. Em sua força ela é capaz de fazer muito. E as que não têm filhos têm responsabilidades a levar. Em muitos casos elas podem receber em seus lares crianças


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órfãs e sem lar. Podem por amor de Cristo educar essas crianças na prática das virtudes tão necessárias em nosso mundo. Manuscrito 34, 1899.

Que a condição dos pequenos desamparados apele a cada coração de mãe, a fim de que elas ponham em exercício o maternal amor pelas crianças órfãs sem lar. Seu desamparo apela a cada atributo dado por Deus à natureza humana. Medical Missionary, abril de 1895.

Na Amorável Atmosfera de um lar Cristão

Além disso, há a multidão de crianças inteiramente privadas da guia dos pais, e da influência de um lar cristão. Abram os cristãos o coração e o lar a esses desamparados. A obra a eles confiada por Deus como dever individual não deve ser passada a alguma instituição de caridade, ou deixada aos acasos da caridade do mundo. Se as crianças não têm parentes em condições de cuidar delas, provejam os membros da igreja um lar para essas crianças. Aquele que nos fez ordenou que fôssemos associados em famílias, e a natureza da criança se desenvolverá melhor na amorosa atmosfera de um lar cristão.

Muitos que não têm filhos próprios poderiam fazer uma boa obra cuidando dos filhos dos outros. Em lugar de dar atenção a animaizinhos mimados, prodigalizando afeição a mudas criaturas, dediquem suas atenções às criancinhas, cujo caráter podem moldar segundo a semelhança divina. Ponde vosso amor nos membros destituídos de lar da família humana. Vede quantas dessas crianças podeis criar na doutrina e admoestação do Senhor. Muitos seriam assim por sua vez beneficiados. A Ciência do Bom Viver, págs. 203 e 204.

Responsabilidade Pertence à Igreja


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Deus pôs sob os nossos cuidados os pobres e sofredores, e esses devem receber cuidado que Cristo lhes dispensaria. O Senhor deseja que esta obra seja feita nas diferentes igrejas, em vez de ficarem esses desafortunados em tão grande dependência de instituições, pois isto tiraria das mãos das igrejas a própria obra que Deus lhes determinou fazer. Manuscrito 105, 1899.

Quando pais morrem e deixam seus filhos desprovidos, os órfãos devem ser cuidados pela igreja. Abri vosso coração, vós que tendes o amor de Deus, acolhei-os em vosso lar. Manuscrito 105, 1899.

Lares Para os Órfãos

Quando se fizer tudo quanto pode ser feito a fim de providenciar para os órfãos em nossos próprios lares, haverá ainda no mundo muitos necessitados de cuidado. Talvez sejam rotos, incultos, aparentemente de todo sem atrativos; foram, no entanto, comprados por preço, e são tão preciosos aos olhos de Deus como nossos próprios pequenos. São propriedade de Deus, pela qual os cristãos são responsáveis. Sua alma, diz Deus, "da tua mão o requererei". Ezeq. 3:20.

O cuidar desses necessitados é uma boa obra; todavia nesta época do mundo o Senhor não nos dá, como um povo, direções no sentido de estabelecer grandes e dispendiosas instituições para esse fim. Caso, entretanto, haja entre nós pessoas que se sintam chamadas por Deus a estabelecer instituições para cuidado de crianças órfãs, sigam suas convicções de dever. Cuidando, porém, dos pobres do mundo, devem apelar para o mundo quanto à sua manutenção. Não devem tirar do povo a quem Deus deu a realizar a mais importante obra que já foi confiada a homens - a obra de levar a todas as nações e tribos e línguas e povos a derradeira mensagem de misericórdia. O


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tesouro do Senhor deve ter um excesso para manter a obra do evangelho nas "regiões de além-mar".

Que aqueles que sentirem a preocupação de fundar instituições assim, utilizem sábios solicitadores para apresentar-lhes as necessidades e arrecadar fundos. Desperte-se o povo do mundo, sejam recoltadas as igrejas denominacionais por homens compenetrados de fazer-se alguma coisa em benefício dos pobres e dos órfãos. Há, em todas as igrejas, pessoas que temem a Deus. Apele-se para essas pessoas, pois a elas deu Deus essa obra. ...

O desígnio de um lar de órfãos deve ser, não só proporcionar alimento e roupa às crianças, mas colocá-las sob os cuidados de professores cristãos, que as eduquem no conhecimento de Deus e de Seu Filho. Os que trabalham nesse sentido devem ser homens e mulheres de coração grande, e inspirados de entusiasmo aos pés da cruz do Calvário. Devem ser homens e mulheres cultos e abnegados, que trabalhem como Cristo fazia, pela causa de Deus e da humanidade. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 523-525.

Pequenas Instituições de Amparo

Tais instituições, para serem mais eficazes, deveriam ser modeladas o mais possível à semelhança de um lar cristão. Em lugar de grandes estabelecimentos, reunindo grande número, haja pequenas instituições em vários lugares. Em vez de ficar dentro ou próximo de uma grande cidade, devem ser localizadas no campo, onde se pode obter terra para cultivo, e as crianças podem ser postas em contato com a natureza, e ter o benefício do preparo industrial.

Os que tomam conta desse lar devem ser homens e mulheres dotados de coração nobre, cultos e abnegados; homens e mulheres que empreendam a obra impulsionados


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pelo amor a Cristo, e que eduquem as crianças para Ele. Sob tais cuidados, muitas crianças sem lar e desamparadas podem ser preparadas para se tornarem úteis membros da sociedade e uma honra para Cristo, ajudando a outros por sua vez. A Ciência do Bom Viver, págs. 205 e 206.

A Importância de Buscar Conselho

Deus não abençoará os que trabalham sem tomar conselho com seus irmãos. Qualquer adventista do sétimo dia que se suponha completo em si mesmo e capaz de seguir sempre com segurança sua própria mente e juízo, não é digno de confiança, pois não está andando na luz como Cristo na luz está. Haverá muitos que não têm um correto senso do que estão fazendo. Os homens necessitam de idéias claras, de espiritualidade profunda. Em Seu serviço Deus deseja que cada homem se mova com prudência, pesando os motivos que determinam os seus movimentos. Manuscrito 26, 1902.

Obedecendo à Instrução de Deus

A Palavra de Deus é farta de instruções quanto à maneira por que devemos tratar as viúvas, os órfãos, e os pobres necessitados e sofredores. Se todos obedecessem a essas instruções, o coração da viúva cantaria de alegria; criancinhas famintas seriam alimentadas; vestidos os desamparados; e reavivados os que já estavam a ponto de perecer. Os seres celestes estão contemplando e, quando possuídos de zelo pela honra de Cristo, nos colocamos na direção da providência de Deus, esses mensageiros celestes nos comunicarão novo poder espiritual de maneira que sejamos aptos a combater as dificuldades e triunfar dos obstáculos. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 522.

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