Livro - Temperança | Ellen G. White Books

Temperança

CAPÍTULO 10

Medidas Preventivas

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Educação na Temperança

O que Podemos Fazer

Que se pode fazer para deter a crescente onda do mal? Façam-se e imponham-se rigorosamente leis, proibindo a venda e o uso de bebidas alcoólicas. Façam-se todos os esforços para estimular os bebedores a voltarem à temperança e à virtude. Mais do que isto, porém, é necessário para banir de nossa terra a maldição da embriaguez. Extinga-se a sede de bebidas intoxicantes, e está então findo o seu uso e comércio. Obreiros Evangélicos, pág. 388.

A Colheita dos Esforços Educativos

Homens de carreiras e posições diversas na vida têm sido derrotados pelas poluições do mundo mediante o uso da bebida forte, pela condescendência com as concupiscências carnais, e caído em face da tentação. Enquanto esses caídos nos despertam a piedade e invocam nosso auxílio, não deveria alguma atenção também ser dada aos que ainda não desceram a essas profundezas, mas que estão trilhando a mesma senda? Testimonies, vol. 6, pág. 256.

Caso a metade dos esforços desenvolvidos para deter esse gigantesco mal fosse dirigida no sentido de esclarecer os pais quanto a sua responsabilidade no formar os hábitos e o caráter de seus filhos, mil vezes mais benefício poderia resultar do que da orientação atual, no combate apenas ao mal em pleno desenvolvimento. A sede fora do natural de bebidas alcoólicas, forma-se no lar, em muitos casos à própria mesa dos que mais zelosos são no liderar as campanhas de temperança. Desejamos prosperidade a todos os obreiros na boa causa;


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convidamo-los, porém, a atentarem mais profundamente para as causas do mal contra o qual pelejam, e a trabalharem mais cabal e coerentemente na obra de reforma. Signs of the Times, 17 de novembro de 1890.

Que Ensinar

Deve ser mantido perante o povo que o justo equilíbrio das faculdades mentais e morais depende em alto grau da devida condição do sistema fisiológico. Todos os narcóticos e estimulantes não naturais que enfraquecem e degradam a natureza física tendem a abaixar o tono do intelecto e da moral. ...

Os reformadores da temperança têm uma obra a fazer em educar o povo nesse sentido. Ensinai-lhes que a saúde, o caráter e a própria vida são postos em perigo pelo uso de estimulantes que incitam as exaustas energias a uma ação antinatural, espasmódica. A Ciência do Bom Viver, pág. 335.

Valorosos e Vencedores

A vida física deve ser cuidadosamente educada, cultivada e desenvolvida, para que por meio de homens e mulheres, a natureza divina se revele em sua plenitude. Deus espera que os homens usem o intelecto que lhes deu. Ele espera que empreguem toda faculdade de raciocínio para Ele. Devem dar à consciência o lugar de supremacia que lhe foi designado. As faculdades mentais e físicas, juntamente com as afeições, devem ser cultivadas a fim de atingirem à mais elevada eficiência. ...

Agrada-Se o Senhor de ver qualquer dos órgãos e faculdades por Ele doados ao homem, negligenciados, mal empregados ou privados da saúde e da eficiência que lhes é possível adquirir pelo exercício? Cultivai então o dom da fé. Sede valorosos e vencei toda prática que mancha o templo da alma. Somos inteiramente dependentes de Deus, e nossa fé é fortalecida por crer ainda, mesmo quando não podemos ver-Lhe os desígnios em Seu trato conosco, ou as conseqüências desse trato. A fé aponta para a frente e para cima, às coisas por vir, lançando mão do único poder que nos pode fazer completos nEle.


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"Que se apodere da Minha força, e faça paz comigo", declara Deus, "sim, que faça paz comigo." Isa. 27:5. Manuscrito 130, 1899.

Nenhum Assunto de Maior Interesse

Deus tem enviado Sua mensagem de advertência para despertar homens e mulheres para seus riscos e perigo. Milhares, milhões mesmo, no entanto, estão menosprezando a palavra que lhes indica esse perigo. Comem alimentos ruinosos para a saúde. Recusam-se a ver que comendo alimento impróprio e bebendo o que é intoxicante, estão-se acorrentando em escravidão. Transgridem as leis da vida e da saúde, até que o apetite os prende. ...

Assunto algum apresentado aos habitantes de nossas cidades devia atrair tão amplo interesse como aquele que diz respeito à saúde física. A verdadeira temperança requer total abstinência de bebida forte. Pede também reforma nos hábitos dietéticos, no vestir, no dormir. Os que condescendem com o apetite não se agradam de ouvir que lhes pertence decidir se hão de ser inválidos. Precisam despertar e raciocinar da causa para efeito. Necessitam compreender que são produtores de doenças em virtude de sua ignorância acerca do assunto da alimentação, do beber e do vestir convenientemente. Manuscrito 155, 1899.

O Segredo de uma Obra Permanente

Temos visto que as vitórias obtidas pela "Cruzada da Temperança" não são muitas vezes permanentes. Nos lugares em que maior foi a animação e parecia que fora realizado o máximo ao fechar bares e recuperar bebedores, após alguns meses a intemperança dominava em maior extensão que antes de haver sido feito o esforço de suprimir a bebida alcoólica.

Evidente é a razão disto. A obra não é profunda e cabal. O machado não é posto à raiz da árvore. As raízes da intemperança jazem mais fundo que o mero beber alcoólicos. Para tornar o movimento de temperança um sucesso, essa obra deve começar em nossas mesas. Signs of the Times, 6 de janeiro de 1876.


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Apresentada com Vigor e Clareza

O assunto da temperança deve ser vigorosa e claramente apresentado. Fazei com que o povo veja que bênção será para eles a observância dos princípios da saúde. Fazei-os ver o que Deus designava que se tornassem homens e mulheres. Chamai a atenção para o grande sacrifício feito para o reerguimento e enobrecimento da raça humana. Com a Bíblia na mão, apresentai-lhes as reivindicações de Deus. Dizei aos ouvintes que Ele espera que empreguem as faculdades da mente e do corpo de modo a honrá-Lo. Mostrai-lhes como o inimigo está buscando arrastar para baixo criaturas humanas mediante o levá-las a condescender com o apetite pervertido.

Dizei-lhes clara, positiva e encarecidamente como milhares de homens e mulheres estão usando o dinheiro de Deus para se corromperem e tornar este mundo um inferno. Milhões de cruzeiros são gastos naquilo que enlouquece os homens. Apresentai este assunto com tanta clareza, que não lhe possam deixar de ver a importância. Falai então a vossos ouvintes acerca do Salvador, que veio a este mundo a fim de resgatar homens e mulheres de toda prática pecaminosa. "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16.

Pedi aos que freqüentam as reuniões que vos ajudem na obra que estais procurando realizar. Mostrai-lhes como os maus hábitos resultam em corpos e mentes enfermos - em desdita que pena alguma pode descrever. O uso de bebidas alcoólicas está privando milhares de criaturas da razão. E todavia é legal a venda dessas bebidas! Dizei-lhes que eles têm um Céu a ganhar e um inferno a evitar. Pedi-lhes que assinem o compromisso. A comissão do grande EU SOU será vossa autoridade. Tende preparados os compromissos, e apresentai-os ao fim da reunião. Evangelismo, pág. 530.

Assinar o Compromisso

Todo Adventista do Sétimo Dia Deve Assinar

Segundo a luz que me foi dada pelo Senhor, todo membro entre nós deve assinar o compromisso e ligar-se à Associação de Temperança. Review and Herald, 21 de outubro de 1884.


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Assinar e Estimular Outros a Assinar

Eis uma obra que se abre diante do jovem, do de meia-idade e do idoso. Ao servos apresentado o compromisso de temperança, assinai-o. Mais ainda, resolvei pôr todas as vossas forças no combate ao mal da intemperança, e estimulai outros que estão procurando realizar uma obra de reforma no mundo. Review and Herald, 14 de janeiro de 1909.

Assinar os Compromissos Apresentados

A intemperança, a profanidade e a licenciosidade são irmãs. Todo jovem temente a Deus tome a armadura e avance para a frente. Ponde vosso nome em todo compromisso de temperança apresentado. Emprestais assim vossa influência em favor de assinar o compromisso, e induzis outros a assiná-lo. Não permitais que qualquer fraca desculpa vos detenha em dar esse passo. Trabalhai em benefício de vossa própria alma e pelo bem dos outros. The Youth"s Instructor, 16 de julho de 1903.

Os Bebedores Também Devem Assinar

Os obreiros da temperança procuram induzir os bebedores a assinar o compromisso de que daí em diante não beberão mais bebidas intoxicantes. Isto é bom. Manuscrito 102, 1904.

Aos Filhos dos que Bebem, um Apelo

Não permitais que uma gota de vinho ou bebida alcoólica passe os vossos lábios, pois no uso dessas bebidas está loucura e miséria. Comprometei-vos a inteira abstinência, pois isso é vossa única segurança. ... Nenhum filho, por palavra ou exemplo, torne-se instrumento de Satanás para tentar um dos membros da família a condescender e despertar o demônio do apetite que arruinou a vida de seu pai, conduzindo-o prematuramente à sepultura. Manuscrito 25, 1893.

Aos de Alta Posição

Devemos apresentar aos de alta posição o compromisso de abstinência total, pedindo-lhes que dêem o dinheiro, que do contrário gastariam para as nocivas satisfações da bebida e do fumo, ao estabelecimento de instituições onde as crianças e os jovens sejam preparados


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para ocupar posições de utilidade no mundo. Testimonies, vol. 7, pág. 58.

Nas Reuniões Campais

Em nossas reuniões campais devemos chamar a atenção para esta obra e torná-la assunto palpitante. Devemos apresentar ao povo os princípios da verdadeira temperança e pedir que assinem o compromisso de temperança. Testimonies, vol. 6, pág. 110.

Não Apresentar Desculpas

Não apresenteis nenhuma desculpa ao serdes solicitados a pôr o nome no compromisso de temperança, mas assinai todos os votos apresentados e induzi outros a assiná-los juntamente convosco. Trabalhai para vosso próprio bem e para o bem de outros. Nunca deixeis passar uma oportunidade de exercer vossa influência do lado da temperança rigorosa. Conselhos Sobre Saúde, pág. 441.

O Não Assinar Deixa a Porta Aberta

Depois do discurso no domingo à noite, foi passado ao auditório o compromisso, e cento e trinta e sete assinaturas foram postas. Sentimos ouvir que alguns poucos nomes se retraíram por motivo que consideramos não justificar um verdadeiro filho de Deus. Sua desculpa era que a obra que faziam os levava a lugares em que lhes seria oferecido vinho (como é costume neste país), e eles não podiam recusar, por temor de ofender aqueles por quem trabalhavam. Pensei que havia aí mui boa oportunidade para exaltarem a cruz, e fazerem a luz brilhar como povo peculiar de Deus, a quem Ele está purificando para Si. ...

Em todos os tempos e ocasiões é necessário força moral para resistir à tentação no ponto do apetite. Podemos esperar que tal maneira de agir seja uma surpresa para aqueles que não praticam hábitos de abstinência total de todos os estimulantes; mas como havemos nós de levar avante a obra de reforma se nos conformarmos aos hábitos e práticas daqueles com quem nos associamos? Nisto mesmo está a oportunidade de manifestar que somos um povo peculiar, zeloso de boas obras.


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Os bebedores de cerveja apresentarão seus copos dessa bebida, e os que professam ser filhos de Deus talvez dêem a mesma desculpa quanto a não assinarem o compromisso de temperança - porque ser-lhes-á oferecido cerveja e não lhes será agradável recusar. Essas escusas podem ser levadas longe, mas não têm peso; e nos entristecemos por ver que os que professavam crer na verdade se recusassem a assinar o compromisso - recusassem pôr barreiras em torno de sua alma e se fortalecerem contra a tentação. Preferiram deixar a porta aberta, de modo que possam com facilidade dar um passo adiante, e aceitar a tentação sem fazer o esforço de resistir-lhe. ...

Coragem de Dizer:"Assinei o Compromisso"

Nem todos que alegam crer na verdade assumiram a atitude que têm o sagrado dever de tomar quanto à temperança. Há pessoas que ficaram afastadas do decidido compromisso ao lado da temperança, e por que razão? Dizem alguns que se lhes for oferecido vinho ou cerveja, não têm a coragem moral de dizer: Assinei o compromisso de não provar vinho fermentado ou cerveja ou bebida forte. Hão de os nomes dessas pessoas ser registrados nos livros do Céu como defendendo a condescendência com o apetite? Review and Herald, 19 de abril de 1887.

Pessoas Importantes Devem Assinar

Sonhei que havia grande grupo reunido ao ar livre, e um jovem alto que tenho muitas vezes visto em sonhos quando se acham em consideração importantes assuntos, estava sentado perto do presidente da reunião. Esse jovem ergueu-se e passou ao homem que parecia estar à testa do grupo um papel, dizendo: "Aqui está um papel em que desejo que ponhais os vossos nomes, cada um de vós." Apresentou-o primeiro ao irmão A. Ele olhou-o e leu em voz alta: "Comprometei-vos aqui a abster-vos de todos os vinhos fermentados e bebidas alcoólicas de qualquer espécie, e a usar vossa influência para induzir todos os que vos seja possível a seguir vosso exemplo."


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Pareceu-me que o irmão A abanou a cabeça, dizendo que não era necessário que ele pusesse seu nome no papel. Ele compreendia seu dever e havia de defender a causa da temperança da mesma maneira, mas não se sentia atraído a comprometer-se, pois havia exceções em todas essas coisas.

Ele passou o mesmo papel ao irmão B, que o tomou, olhou-o cuidadosamente, e disse: "Tenho a mesma opinião do irmão A. Sinto às vezes a necessidade de alguma coisa que me estimule quando estou fraco e nervoso, e não me quero comprometer a que sob circunstância alguma eu não use vinho ou bebidas alcoólicas."

Houve em sua fisionomia uma expressão triste, magoada. Passou a outros. Houve uns vinte ou trinta que seguiram o exemplo dos irmãos A e B. Ele voltou então aos dois primeiros e passou-lhes o papel, dizendo de maneira firme, decidida, se bem que em tom baixo: "Vós, ambos vós, achai-vos em maior perigo de ser vencidos no ponto do apetite. A obra da reforma deve começar em vossa mesa, e ser depois levada avante conscienciosamente em todo lugar, sob toda e qualquer circunstância. Vosso destino eterno depende da decisão que agora tomardes. Vós ambos tendes fortes pontos de caráter, e sois fracos em certos aspectos. Vede o que fez vossa influência." Vi os nomes de todos os que se haviam recusado a assinar, escritos nas costas do compromisso. ...

Ele de novo apresentou o papel, e com autoridade, disse: "Assinai este papel ou resignai vossos cargos. Não somente assinai, mas por vossa honra, cumpri vossas decisões. Sede fiéis a vossos princípios. Venho a vós como mensageiro de Deus, e reclamo vossos nomes. Nenhum de vós tem visto a necessidade da reforma de saúde, mas quando as pragas de Deus estiverem ao vosso redor, então vereis os princípios da reforma de saúde e a estrita temperança em tudo - essa temperança unicamente é o fundamento de todas as graças que vêm de Deus, de todas as vitórias a serem ganhas. Recusai assinar


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isto, e nunca mais tereis outra solicitação. Vós ambos necessitais de que vosso espírito se humilhe, abrande, e permita que a misericórdia, a terna compaixão, a respeitosa ternura tome o lugar da grosseria, aspereza, da vontade decidida e determinada para executar vossas idéias a todo custo. ..."

Vi que, com mãos trêmulas, os nomes foram dados e todos os trinta assinaram.

Foi então feito um dos mais solenes discursos sobre a temperança. O assunto suscitado pela mesa. "Aqui", disse o orador, "é criado o apetite por amor da bebida forte. O apetite e a paixão são os pecados dominantes do século. O apetite, na maneira por que é satisfeito, influencia o estômago e desperta as propensões animais." ...

O estômago adoece, o apetite então torna-se mórbido e apetece continuamente algo que estimule, alguma coisa que "acerte no alvo!" Alguns adquirem o desagradável hábito do café e do chá, e vão ainda mais longe usando o fumo, que entorpece os delicados tecidos do estômago e os leva a ansiar por alguma coisa mais forte que o fumo. Vão mais longe ainda, ao uso da bebida alcoólica. Manuscrito 2, 1874.

Incidente ao Assinar o Compromisso

Segunda de manhã, a 2 de junho de 1879, enquanto assistíamos a uma reunião campal realizada em Nevada, Missouri, reunimo-nos na tenda para cuidar da organização de uma sociedade de temperança. Havia boa representação de nosso povo ali. Falou o Pastor Butler, e confessou que não havia sido tão ousado na reforma de temperança como devia haver sido. Declarou que fora sempre um homem estritamente temperante, rejeitando o uso da bebida alcoólica, do chá e do café, mas que não assinara o compromisso que estava sendo passado entre nosso povo. Estava, porém, convencido agora de que, deixando de fazê-lo, estava prejudicando outros que deviam assiná-lo. Pôs então seu nome sob o do coronel Hunter; meu marido assinou abaixo do irmão Butler, eu escrevi o meu a seguir, vindo após o irmão Farnsworth. A obra foi assim bem iniciada.


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Meu marido continuou a falar enquanto o compromisso ia passando. Alguns hesitavam, achando que o plano era demasiado amplo incluindo chá e café; finalmente, porém, davam seu nome, comprometendo-se a total abstinência.

O irmão Hunter que foi então convidado para falar, e atendeu, dando um muito impressionante testemunho quanto à maneira por que a verdade chegara a ele, e o que por ele fizera. Declarou que tomara bebidas alcoólicas suficientes para fazer flutuar um navio, e que agora queria aceitar a verdade inteira, reforma e tudo. Abandonara os alcoólicos e o fumo, e tomara nessa manhã sua última xícara de café. Acreditava que os testemunhos eram de Deus, e queria ser conduzido pela vontade divina aí expressa.

Em resultado da reunião, cento e trinta e dois nomes foram assinados no compromisso de abstinência total, e foi obtida decidida vitória em favor da temperança. Manuscrito 79, 1907.

Trabalhar por Toda Parte

Dai preeminência à reforma de temperança, e solicitai assinantes para o compromisso de temperança. Em toda parte, chamai a atenção para essa obra, e tornai-a assunto palpitante. Manuscrito 52, 1900.

Afastar a Tentação

A Mancha Escura Permanece

Não obstante milhares de anos de experiência e progresso, a mesma mancha escura que maculou as primeiras páginas da história permanece para desfigurar nossa civilização moderna. A embriaguez, com todas as suas misérias, encontra-se em toda parte aonde vamos. A despeito dos nobres esforços dos obreiros da temperança, o mal tem conquistado terreno. Têm sido promulgadas leis regulamentadoras, mas estas não lhe têm detido o progresso, a não ser em territórios relativamente limitados. Christian Temperance and Bible Hygiene, pág. 29.

Fruto das Leis Regulamentadoras

Por mesquinha soma, são licenciados homens para vender a seus semelhantes a poção que os privará de tudo que torna a vida desejável, e de toda esperança da vida por vir. Nem o legislador nem o


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vendedor de bebidas alcoólicas ignora o resultado de sua obra. No bar do hotel, nas festas de cerveja, nos salões, o escravo do apetite gasta seus recursos naquilo que destrói a razão, a saúde, e a felicidade. O vendedor de bebidas alcoólicas enche sua gaveta com o dinheiro que devia proporcionar alimento e vestuário à família do beberrão.

Essa é a pior espécie de roubo. Todavia homens de elevada posição na sociedade e na igreja emprestam sua influência em favor das leis de autorização E por quê? Por que podem obter mais altos aluguéis para seus prédios alugando-os aos comerciantes de bebidas alcoólicas? Por que convém assegurar o apoio político dos lucros de bebidas alcoólicas que eles obtêm? Por que esses professos cristãos, secretamente, estão condescendendo com o veneno sedutor? Certamente um nobre e abnegado amor pela humanidade não autorizaria os homens a incentivar seus semelhantes para a destruição.

As leis para permitirem a venda de bebidas alcoólicas têm enchido nossas vilas e cidades, sim, mesmo nossos povoados, com laços e armadilhas para o pobre e fraco escravo do apetite. Os que se buscam reformar são diariamente rodeados de tentações. A terrível sede do ébrio clama por satisfação. Acham-se a cada lado as fontes de destruição. Ai quantas vezes é vencida sua força moral quantas vezes são silenciadas suas convicções Ele bebe e cai. Seguem-se então noites de libertinagem, dias de torpor, imbecilidade e ruína. Assim, passo a passo, avança a obra, até que o homem que era uma vez um bom cidadão, bom marido e pai, parece haver-se transformado em um demônio.

Imaginemos que esses funcionários que no princípio do ano concederam a permissão aos vendedores de bebidas alcoólicas , pudessem ao fim do ano contemplar um quadro fiel dos resultados da venda levada avante sob aquela permissão. Acha-se exposto diante deles em seus assustadores e terríveis detalhes, e eles sabem que tudo aquilo é a verdade. Há pais, mães e crianças caindo sob a mão do homicida; há as desgraçadas vítimas do frio e da fome e de doenças vis e aborrecíveis, criminosos enclausurados em prisões sombrias, vítimas de insânia,


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torturados por visões de demônios e monstros. Há encanecidos pais pranteando filhos outrora nobres e promissores, e belas filhas precocemente baixadas à sepultura. ...

Dia a dia os gritos de agonia arrancados dos lábios da esposa e dos filhos do beberrão ascendem ao Céu. E tudo isso para que o vendedor de bebidas intoxicantes possa aumentar o seu ganho! E sua obra infernal é executada sob o amplo selo da lei Assim é corrompida a sociedade, casas de correção e prisões acham-se apinhadas de indigentes e criminosos, e os patíbulos são providos de vítimas. O mal não termina com o ébrio e sua infeliz família. O peso da tributação é aumentado, posta em perigo a moral do jovem, a propriedade e mesmo a vida de todo membro da sociedade exposta a risco. Por mais vividamente, porém, que seja apresentado o quadro, fica ainda aquém da realidade. Nenhuma pena ou lápis humano pode delinear plenamente os horrores da intemperança.

Fosse o único mal acarretado pela venda de bebidas alcoólicasa crueldade e a negligência manifestadas por pais intemperantes para com seus filhos, e isto só já seria suficiente para condenar e destruir o comércio. O ébrio não só torna miserável a vida de seus filhos, mas por seu pecaminoso exemplo ele os leva à senda do crime. Como podem homens e mulheres cristãos tolerar um mal assim? Se nações bárbaras roubassem nossos filhos e os maltratassem como pais intemperantes maltratam sua prole, toda a cristandade erguer-se-ia para acabar com o ultraje. Em um país professamente governado por princípios cristãos, porém, o sofrimento e o pecado ligados à sorte de inocentes e indefesas crianças pela venda e uso de bebidas intoxicantes são considerados um mal necessário! Review and Herald, 8 de novembro de 1881.

Sob a Proteção da Lei

As licenças para o comércio de bebidas são advogadas por muitos como tendentes a


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restringir o mal da bebida. O licenciá-lo, porém, coloca-o sob a proteção da lei. O governo sanciona-lhe a existência, fomentando assim o mal que professa restringir. Sob a proteção das leis de licença, as cervejarias, destilarias e fábricas de vinho são estabelecidas por toda parte da Terra, e o negociante de bebidas traz sua obra mesmo para junto de nossa porta.

Muitas vezes é proibido vender intoxicantes a um alcoólatra; mas a obra de tornar bêbados os jovens prossegue decididamente. A própria existência do comércio depende de criar na juventude o gosto pela bebida. A juventude vai sendo levada avante, passo a passo, até que o hábito de beber se acha estabelecido, e desperta-se uma sede que tem de ser satisfeita a todo custo. Menor mal seria conceder o álcool ao bebedor inveterado, cuja ruína, na maioria dos casos, já está determinada, do que permitir que a flor de nossa juventude seja seduzida para a destruição mediante esse terrível hábito.

Mediante a licença concedida ao comércio de bebidas, mantém-se a tentação constantemente diante dos que se estão esforçando por se regenerar. Têm-se estabelecido instituições onde as vítimas da intemperança podem ser auxiliadas a vencer o apetite. É uma nobre tarefa; mas, enquanto a venda de bebidas for sancionada por lei, os intemperantes pouco benefício recebem das instituições de recuperação de alcoólatras. Eles não podem aí ficar para sempre. Devem retomar seu lugar na sociedade. A sede de bebidas intoxicantes, embora subjugada, não foi inteiramente destruída; e quando a tentação os assalta, como acontece de todos os lados, também eles caem como fácil presa.

O homem que tem um animal bravo, e que, conhecendo-lhe a disposição, permite-lhe liberdade é, pelas leis da Terra, reputado responsável pelo dano que o animal possa causar. Nas leis dadas a Israel, o Senhor ordenou que, quando um animal conhecido como bravo causasse a morte de uma criatura humana, a vida do dono devia pagar o preço de seu descuido ou malignidade. Segundo esse princípio, o governo que licencia o


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vendedor de bebidas alcoólicas deve ser considerado responsável pelos resultados de seu comércio. E, se é um crime digno de morte deixar em liberdade um animal bravo, quão maior é o crime de sancionar a obra do vendedor de bebidas!

As licenças são concedidas sob a alegação de que trazem uma renda ao tesouro público. Mas que é esse lucro quando comparado com a enorme despesa que acarretam os criminosos, os loucos, os indigentes, que são o fruto do comércio alcoólico! Sob a influência da bebida, um homem comete um crime e é levado ao tribunal; e os que legalizam o comércio são forçados a lidar com os resultados de sua própria obra. Autorizaram a venda da bebida que havia de transformar um homem são num louco; e agora é-lhes necessário condená-lo à prisão ou à morte, enquanto muitas vezes sua esposa e filhos são deixados ao desamparo, para se tornarem uma carga à sociedade em que vivem.

Considerando apenas o aspecto financeiro da questão, que loucura é tolerar tal comércio! Que renda pode compensar a perda da razão humana, o apagamento e a desfiguração da imagem de Deus no homem, a ruína de crianças reduzidas à indigência e à degradação, para perpetuarem nos filhos as más tendências de seus pais alcoólatras? A Ciência do Bom Viver, págs. 342-344.

O que a Proibição Pode Realizar

O homem que formou o hábito de usar intoxicantes encontra-se em situação desesperada. Tem o cérebro enfermo, enfraquecido o poder da vontade. No que respeita a qualquer poder de sua parte, é incontrolável o apetite da bebida para ele. Não se pode raciocinar com ele nem persuadi-lo à renúncia. Arrastada aos antros de vício, a pessoa que resolvera abandonar a bebida é novamente levada a empunhar o copo, e com o primeiro trago do intoxicante é vencida toda boa resolução, destruído qualquer vestígio de vontade. ... Legalizando o comércio, a lei empresta sua sanção a essa queda da alma, e recusa-se a deter o comércio que enche o mundo de males.


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Deve isso continuar sempre? Hão de almas lutar sempre pela vitória tendo diante de si aberta a porta da tentação? Deverá a maldição da intemperança ficar para sempre como uma praga sobre o mundo civilizado? Deverá continuar a devastar, todos os anos, qual incêndio consumidor, a milhares de lares felizes? Quando um navio naufraga à vista da praia, o povo não fica em ociosa contemplação. Arriscam a vida no esforço de salvar homens e mulheres de encontrar a sepultura no mar. Quanto mais necessário não é o esforço para salvá-los da sorte de um alcoólatra!

Não são somente o bêbado e sua família os que se acham em perigo pela obra do comerciante de bebidas, nem é o peso do imposto o maior mal trazido por seu comércio à coletividade. Achamo-nos entretecidos na teia humana. O mal que sobrevém a qualquer parte da grande fraternidade humana põe a todos em perigo.

Muitas pessoas que, mediante o amor do lucro ou da comodidade, nada quereriam ter no restringir o comércio das bebidas, verificaram, demasiado tarde, que esse comércio tinha que ver com elas. Viu seus próprios filhos embrutecidos e arruinados. A anarquia anda a rédeas soltas. Corre risco a propriedade. A vida não está em segurança. Multiplicam-se os acidentes por terra e mar. Doenças que crescem nos antros da imundícia e da miséria abrem caminho até aos lares senhoriais e luxuosos. Os vícios promovidos pelos filhos da depravação e do crime infetam filhos e filhas de casas distintas e cultas.

Não existe ninguém a quem o comércio das bebidas não ponha em risco. Não há homem que não deva, por sua própria segurança, pôr mãos à obra de o destruir. A Ciência do Bom Viver, págs. 344 e 345.

Não poderá nunca haver um justo estado na sociedade enquanto esses males existirem. E nenhuma reforma verdadeira será efetuada enquanto a lei não fechar os bares, não somente aos domingos, mas em todos os dias da semana. O fechamento desses botequins promoveria ordem pública e felicidade doméstica. Signs of the Times, 11 de fevereiro de 1886.


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A honra de Deus, a estabilidade da nação, o bem-estar da coletividade, do lar e do indivíduo, exigem que se faça todo esforço por despertar o povo quanto ao mal da intemperança. Em breve havemos de ver, como agora não vemos, o resultado desse terrível mal. Quem exercerá decidido esforço para deter a obra de destruição? Até aqui o conflito mal foi começado. Que se forme um exército para fazer cessar a venda das bebidas que encerram drogas capazes de enlouquecer os homens. Torne-se patente o perigo do comércio de bebidas, e crie-se um sentimento público de molde a exigir sua proibição. Dê-se aos homens enlouquecidos pelo álcool oportunidade de escaparem a seu cativeiro. Exija a voz da nação de seus legisladores que se ponha um termo a esse comércio infame. A Ciência do Bom Viver, pág. 346.

Diversão e Substitutos Inocentes

Influência da Ociosidade, Falta de Objetivo

A fim de atingirmos a raiz da intemperança, devemos ir mais fundo do que o uso do álcool e do fumo. A preguiça, a falta de um objetivo ou as más companhias, podem ser a causa predisponente. Educação, pág. 202.

A Influência de um Lar Atrativo

Fazei vosso lar o mais atrativo possível. Afastai as cortinas e deixai o Sol, o médico celeste, aí penetrar. Necessitais em vosso lar de paz e sossego. Quereis que vossos filhos tenham um belo caráter. Tornai o lar tão atrativo que eles não queiram ir para o bar. Manuscrito 27, 1893.

O Poder do Lar Atrativo

Quantos pais lamentam não poder conservar os filhos em casa, não terem eles amor pelo lar! Já muito cedo eles experimentam o desejo da companhia dos estranhos; e assim que têm idade suficiente, rompem com o que se lhes imagina servidão e restrições


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irrazoáveis, e nem darão ouvidos às orações de sua mãe, nem aos conselhos do pai. Uma análise revelaria em geral que o pecado jaz à porta dos pais. Não tornaram o lar aquilo que deveria ser - atrativo, agradável, radiante com o esplendor de palavras bondosas, olhares de simpatia e verdadeiro amor.

O segredo de salvar vossos filhos está em fazerdes vosso lar aprazível e atrativo. A condescendência da parte dos pais não ligará os filhos a Deus nem ao lar; uma influência firme e piedosa no educar devidamente o espírito, porém, salvaria da ruína muitos filhos. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.

Seja o lar um lugar em que existam a alegria, a cortesia e o amor. ... Se a vida no lar for aquela que deve ser, os hábitos aí formados serão uma forte defesa contra os assaltos da tentação ao deixar o jovem a proteção do lar para enfrentar o mundo. Conselhos Sobre Saúde, pág. 100.

Lares Campestres e Trabalho Útil

Uma das mais seguras salvaguardas para a juventude, é a ocupação útil. Houvessem eles sido exercitados em hábitos de laboriosidade, de modo que todas as suas horas fossem utilmente empregadas, e não teriam tempo para se queixar de sua sorte ou ficar fazendo castelos no ar. Estariam em menor perigo de formar hábitos viciosos e de ter más companhias. Ensine-se à juventude desde a infância que não há excelência sem grande trabalho. ...

Todo jovem deve fazer o máximo com seus talentos, mediante o melhor aproveitamento de suas oportunidades. Aquele que assim fizer, poderá atingir quase a qualquer altura em realizações morais e intelectuais. Ele deve, porém, possuir espírito valoroso e resoluto. Necessitará fechar os ouvidos à voz do prazer; precisa muitas vezes recusar às solicitações dos jovens companheiros. Tem de estar continuamente em guarda, para que não se desvie de seu propósito.

Muitos pais se mudam de sua morada no campo para a cidade, considerando-a mais desejável localização, ou mais proveitosa. Com essa mudança, no entanto, expõem seus filhos


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a muitas e grandes tentações. Os rapazes não têm emprego, e obtêm uma educação de rua, vão de um passo a outro na depravação, e perdem todo interesse em tudo quanto é bom, puro e santo. Quão melhor haveria sido os pais ficarem com sua família no campo, onde as influências são mais favoráveis para o vigor físico e mental...

Pela negligência dos pais, a juventude em nossas cidades está corrompendo seus caminhos e poluindo a alma diante de Deus. Isto será sempre o fruto da ociosidade. As casas de misericórdia, as prisões e as sepulturas contam a dolorosa história dos negligenciados deveres dos pais. Review and Herald, 13 de setembro de 1881.

Substituir por Prazeres Inocentes os Divertimentos

A juventude não se pode tornar tão grave e quieta como a idade mais avançada, a criança, como um sóbrio senhor. Se bem que as diversões pecaminosas sejam condenadas, como devem ser, providenciem os pais, os professores e tutores da juventude, em lugar delas, prazeres inocentes, que não manchem nem corrompam a moral. Não ligueis os jovens a rígidas regras e restrições que os levem a sentir-se oprimidos e a perderem o controle, precipitando-se em caminhos de loucura e destruição. Com mão firme, bondosa e considerada, segurai as rédeas do governo, guiando e controlando-lhes o espírito e os desígnios, todavia tão branda, tão sábia e amorosamente, que eles reconheçam ainda que tendes em vista o que lhes é melhor. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.

Tornar os Feriados Interessantes

Temos buscado zelosamente tornar os feriados o quanto possível interessantes para jovens e crianças. ... Nosso objetivo tem sido conservá-los afastados de cenas de diversões entre incrédulos.

Tenho pensado que, enquanto restringimos nossas crianças dos prazeres mundanos, que têm a tendência de corromper e desencaminhar, devemos prover-lhes recreações inocentes, conduzi-los por trilhos aprazíveis em que não haja perigo. Nenhum filho de Deus precisa ter uma vida triste e lamentosa. Os mandamentos divinos, as divinas promessas mostram


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que é assim. Os caminhos da sabedoria "são caminhos de delícias, e todas as suas veredas, paz". Prov. 3:17. Os prazeres mundanos são absorvidos, e por seu divertimento momentâneo sacrificam muitos a amizade do Céu, com a paz, o amor e a alegria que ela proporciona. Esses preferidos objetos de deleite, em breve se tornam enfadonhos, não mais satisfazem.

As Atrações da Vida Cristã

Precisamos fazer tudo ao nosso alcance para ganhar almas mediante as atrações da vida cristã. Nosso Deus é amante do belo. Ele poderia haver revestido a Terra de marrom e cinza, e as árvores com roupagem de luto em vez de sua folhagem de vivo verdor; Ele, porém, queria Seus filhos felizes. Toda folha, todo botão a entreabrir-se e toda flor que desabrocha, é um sinal de Seu terno amor; e nós devemos almejar apresentar aos outros o maravilhoso amor por Ele expresso nas obras que criou.

Deus desejaria que toda família e toda igreja exercesse um poder atrativo que afastasse seus filhos dos sedutores prazeres do mundo, e do convívio com aqueles cuja influência tenderia a corromper. Estudai a maneira de conquistar os jovens para Jesus. Impressionai-lhes a mente com a misericórdia e a bondade de Deus em permitir-lhes, a eles, pecadores como sejam, fruírem as vantagens, a glória e a honra de serem filhos e filhas do Altíssimo. Que estupendo pensamento, que condescendência intolerável, que admirável amor, serem homens finitos aliados ao Onipotente "Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu nome." João 1:12.

"Amados, agora somos filhos de Deus." João 3:2. Pode acaso qualquer honra mundana ser igual a isto?

Representemos a vida cristã como ela em realidade é; tornemos alegre, convidativo e interessante o caminho. Podemos fazê-lo, se quisermos. Podemos encher a mente de vívidos quadros das coisas espirituais e eternas, e assim fazendo, ajudar a torná-las reais a outras mentes. A fé vê Jesus como Mediador, à destra de Deus. A fé contempla as mansões que Ele foi


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preparar para os que O amam. A fé vê as vestes e a coroa, tudo preparado para os vencedores. A fé ouve os hinos dos remidos, e traz próximo as glórias eternas. Precisamos achegar-nos bem a Jesus em obediência de amor, caso queiramos ver o Rei em Sua beleza. Review and Herald, 29 de janeiro de 1884.

O Senso das Obrigações Morais

Guiados por Princípios Morais e Religiosos

Devemos agir por pontos de vista morais e religiosos. Cumpre-nos ser temperantes em tudo, pois diante de nós estão uma coroa incorruptível e um tesouro celestial. Testimonies, vol. 2, pág. 374.

Devemos, como seguidores de Cristo, agir por princípio no comer e no beber. Redemption or the Temptation of Christ, pág. 60.

O caso de Daniel nos mostra que, pelos princípios religiosos, podem os jovens triunfar sobre a concupiscência da carne e permanecer fiéis aos reclamos divinos, mesmo que isto lhes custe grande sacrifício. Testimonies, vol. 4, pág. 570.

Não Há Direito Moral

Não tenho eu direito de fazer o que me apraz com meu corpo? - Não, não tendes nenhum direito moral, porque estais violando as leis da vida e da saúde que vos foram dadas por Deus. Sois propriedade do Senhor, Seus pela criação e Seus pela redenção. "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Rom. 13:9. A lei do respeito a si próprio e à propriedade do Senhor é aqui apresentada. E isto levará a respeitar as obrigações a que cada ser humano está sujeito a fim de conservar o maquinismo vivo, que é tão tremenda e maravilhosamente feito. Manuscrito 49, 1897.

Sentir a Santidade da lei Natural

Toda lei que rege o organismo humano deve ser estritamente considerada; pois é tão verdadeiramente uma lei de Deus como o é a palavra das Sagradas Escrituras; e todo desvio voluntário da obediência a essa


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lei é tão certamente pecado como a transgressão da lei moral. Toda a natureza exprime a lei de Deus, mas em nossa estrutura física o Senhor escreveu Sua lei com o próprio dedo sobre cada nervo que freme, cada fibra viva, e sobre todo órgão do corpo. Sofremos perda e derrota, se sairmos do trilho da natureza, traçado pelo próprio Deus, para um caminho de nossa própria invenção.

Precisamos lutar segundo à lei, se quisermos alcançar a dádiva da vida eterna. A senda é suficientemente larga, e todos quantos correrem poderão ganhar o prêmio. Caso criemos apetites fora do natural, e com eles condescendermos em qualquer medida, violamos as leis da natureza, e o resultado serão condições físicas, mentais e morais enfraquecidas. Ficamos então inaptos para aquele esforço perseverante, enérgico e esperançoso que poderíamos haver feito, houvéssemos sido fiéis às leis da natureza. Se prejudicarmos um único órgão do corpo, roubamos a Deus o serviço que poderíamos prestar-Lhe. "Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." I Cor. 6:19 e 20. Review and Herald, 18 de outubro de 1881.

Constante Senso de Responsabilidade

Os que possuem constante e viva percepção de que se acham nessa relação para com Deus não porão no estômago comida que agrade ao apetite mas prejudica os órgãos digestivos. Não arruinarão a propriedade de Deus por satisfação de impróprios hábitos no comer, beber ou vestir. Terão grande cuidado com o organismo humano, compreendendo que assim devem fazer a fim de trabalharem em colaboração com Deus. Ele quer que eles tenham saúde, sejam felizes e úteis. Mas para que assim possam ser, precisam pôr a vontade ao lado da Sua. Carta 166, 1903.

Guardados Pelo Baluarte da Independência Moral

Mediante zeloso e perseverante esforço, podem os pais, com espírito isento das influências dos costumes da vida corrente,


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construir em torno dos filhos um baluarte moral que os protegerá que os protegerá das misérias e crimes ocasionados pela intemperança. Os filhos não devem ser deixados a crescer à vontade, desenvolvendo sem razão traços que deviam ter sido cortados pela raiz; mas devem ser disciplinados com cuidado, e educados para tomarem posição ao lado do direito, da reforma e da abstinência. Em toda crise eles terão assim independência moral para enfrentar a tempestade da oposição que certamente há de assediar, os que se colocarem na defesa da verdadeira reforma. Pacific Health Journal, maio de 1890.

Levai em fé vossos filhos a Deus, e buscai impressionar-lhes a mente suscetível com o senso de suas obrigações para com seu Pai celeste. Isto exigirá mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali. Review and Herald, 6 de novembro de 1883.

Ensinar é um Privilégio e uma Bênção

Sejam os alunos impressionados com o conceito de que o corpo é um templo em que Deus deseja habitar; que deve ser conservado puro, como a habitação de pensamentos elevados e nobres. Vendo eles, pelo estudo da fisiologia, que na verdade são formados "de um modo terrível, e tão maravilhoso" (Sal. 139:14), ser-lhes-á inspirada reverência. Em vez de desmerecer a obra de Deus, terão o desejo de fazer tudo que lhes é possível a fim de cumprir o plano glorioso do Criador. E assim virão a considerar a obediência às leis de saúde não como uma questão de sacrifício ou negação de si mesmos, mas, como realmente é, um privilégio e bênçãos inestimáveis. Educação, pág. 201.

Uma Grande Vitória do Ponto de Vista Moral

Se pudermos despertar as sensibilidades morais de nosso povo quanto à temperança, obter-se-á uma grande vitória. Cumpre ensinar e praticar temperança em todas as coisas desta vida. Signs of the Times, 2 de outubro de 1907.

Responder Perante Deus Individualmente

A obediência às leis da vida precisa tornar-se questão de dever pessoal. Temos de responder a Deus por nossos hábitos e práticas.


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A questão por que devemos responder não é: Que diz o mundo? mas: Como hei de eu, professando ser cristão, tratar a habitação que me foi dada por Deus? Trabalharei eu para meu mais elevado bem temporal e espiritual, tratando meu corpo como um templo para habitação do Espírito Santo, ou sacrificar-me-ei às idéias e práticas do mundo? Manuscrito 86, 1897.

Mais que Vencedores

Caso os cristãos conservem seu corpo em sujeição e ponham todos os seus apetites e paixões sob o domínio da consciência esclarecida, sentindo ser seu dever para com Deus e para com os semelhantes obedecer às leis que regem a saúde e a vida, terão a bênção do vigor físico e mental. Possuirão força moral para empenhar-se na luta contra Satanás; e em nome dAquele que venceu o apetite em seu favor, serão mais que vencedores para seu próprio bem. Review and Herald, 21 de novembro de 1882.

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